sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sorte? Habilidade? Ou nenhum dos dois? (1/2) - Decks de sorte e decks de skill

Existem muitas cartas no jogo que matematicamente têm ótimos efeitos, compram cartas, buscam entre as cartas do topo, de alguma forma conseguem cartas adicionais de graça. E existem muitos players que reclamam desses efeitos por que é muito comum não vir as cartas certas na ordem certa.

Acredito que quando se coloca uma carta no deck que tem um efeito de resultado indeterminado o jogador deve estar ciente que não é sempre que vai dar certo. O maximo que vc pode fazer é melhorar as chances de dar certo, usando muitas cartas com esse tipo de efeito, usar o maximo possível de cartas que valem a pena serem buscadas por esses efeitos e usar cartas que dêem alguma utilidade para o que sobrar durante o jogo.

No caso do deck do Spectral Duke Dragon, é extremamente comum vir triggers ou cartas que não são muito uteis pelos efeitos da ride chain do Vortimer, mas o Duke vai precisar sacrificar alguma coisa e essas cartas vão servir para isso.

Apesar de possuir situações muito similares com a ride chain do Blaukluger, no caso da 'Blau Series' os efeitos são direcionados, dependendo menos de sorte e mais da decição do jogador. O G1 pode adicionar os outros, mas de formas diferentes entrando como vanguard ou como rearguard e a cada situação uma jogada pode ser melhor que outra. Na maioria das vezes o melhor pode ser seguir a ride chain, mas as vezes é melhor não seguir para buscar o G3 ou até mesmo atrasar o ride para corrigir a ride chain. Assim como os efeitos incertos que conseguem dar uma utilidade para as cartas não muito uteis, mesmo quando não é necessário adicionar, você está diminuindo o deck, aumentando as chances de checar triggers e adicionando cartas que na pior das hipóteses funcionam como descarte para o efeito do Stern Blaukluger.

No caso dos Shadow Paladins, existem vários suporte que aceleram o deck e fazem jogadas positivas, e muitas vezes esse suporte não são muito fortes, mas se pode reclamar de cartas que vem de graça, mesmo sendo fracas. E quando valer a pena, o Phantom Blaster Overlord pode sacrificá-las para finalizar o jogo.

Existem decks que não conseguem dar uma utilidade para uma carta fraca na mesa, como é o caso do Ezel. Mas não podemos esquecer que se a carta veio de graça, não é um total desperdício subtituí-la. Também não podemos esquecer que quando colocamos uma carta sobre outra para atacar com mais poder estamos gastando 1 carta para fazer o oponente gastar mais carta para defender (obviamente, se essa mudança vai fazer o oponente gastar a mesma quantidade de shield não vale a pena fazer).

No vanguard não tem muito como melhorar as proporções, 1/3 do deck sempre vai ser trigger e os outros grades sempre vão seguir as proporções de sempre. Se o deck tem 16 trigger, 4 sentinels, alguns boosts únicos para o vanguard, alguns G2 não muito fortes ou que dependem de determinado combo e metade dos G3 (ou as vezes todos) só são realmente uteis como vanguard, as chances de vir aquela unit que realmente ajuda num efeito que puxa carta do topo ou que tem qualquer tipo de resultado indeterminado, o jogador tem que saber que em 3 a cada 5 tentativas o efeito provavelmente não vai ser vantajoso.

Esses efeitos dependem de sorte, e é comum ouvir jogadores dizerem "Que azar, puxei um trigger pra mesa!". Mas eles escolheram usar esses efeitos e devem estar cientes dos riscos.

Claro que o jogo todo é questão de sorte, e sorte é aposta, não se pode dizer que alguem é melhor ou não que outro porque um jogador escolhe um deck de sorte e outro um deck de skill. Todo card game é assim você vai fazer o seu melhor combo, tomar as melhores decisões e perder pra sorte do oponente. Só temos que ter paciencia e aceitar que isso sempre existe e esses jogos só se tornam populares porque todo tipo de jogador tem chances de ganhar ou perder.

Nenhum comentário:

Postar um comentário